Redige habitualmente em latim, língua que não domina nem tão pouco conhece, artigos científicos que as revistas da especialidade teimam em não publicar. Para a TV7 DIAS e MARIA escreve artigos económicos. No tempo que lhe sobra escreve aqui.
25
Nov 11
jls, às 12:48link do post | comentar

De 1988 a 2011 vão 23 anos. Em nenhuma outra era, nenhum outro século ou década o mundo e a sociedade evoluíram tanto e tão rapidamente como nos últimos anos. Também Portugal evoluiu e se modernizou. Todos os sectores da sociedade sem excepção se modernizaram, evoluíram e se adaptaram aos novos tempos. Bem, quase todos. Parados no tempo ficaram essas entidades hibridas e inúteis chamadas sindicatos.

 

É um exercício interessante analisar os motivos da primeira greve geral, a 28 de Março de 1988, quando CGTP e UGT se uniram para lutar contra o governo e compara-los com esta, a terceira. Na origem do protesto estavam então as leis laborais que o governo de Cavaco Silva pretendia aprovar. Carvalho da Silva e Torres Couto uniam-se para combater; a reintegração dos trabalhadores despedidos ilicitamente; a inaptidão do trabalhador que não podia servir como justa causa de despedimento e, por último, a ameaça aos direitos dos dirigentes sindicais que as novas leis laborais traziam.

 

Passados 23 anos o mesmo Carvalho da Silva agora com João Proença, Torres Couto há muito que se rendeu ao capitalismo, lutam por; o direito a ter um trabalho e não apenas uma ocupação do tempo; o não à precaridade e ao desemprego; a exigência a que a cada posto de trabalho permanente, corresponda um vínculo de trabalho efectivo; e ao aumento real dos salários e horários dignos que permitam conciliar a vida pessoal e familiar com o trabalho.

 

Além disto rejeitam o programa de agressão (ajuda da troika?), pois acham que temos forças para construir um Portugal com futuro e não aceitam que nos digam que é inevitável viver em piores condições, sem direitos, com piores salários ao mesmo tempo que se dão milhões à banca e ao grande capital. Este falso paradigma é tão velho que desconfio que seja mesmo anterior ao próprio comunismo e à velha ideia de que cada trabalhador representa o bem e que cada patrão personifica o mal.

 

A essência do discurso hoje é a mesma de há 23 anos atrás. Um discurso velho e gasto que por tanta e inadequada pedagogia já não convence ninguém. Estes sindicalistas profissionais que se eternizaram no poder, além do passado, já nem sabem quem representam, se os que não querem trabalhar se os que não deixam os outros trabalhar.

 

(segundo dados do expresso há na função publica 1.830 funcionários adstritos aos sindicatos, 450 dos quais a tempo inteiro. Se pensarmos que mais de 95% do nosso tecido empresarial são microempresas com menos de 5 funcionários a inutilidade destes funcionários cujo salario pagamos daria para constituir e manter pelo menos 500 novas empresas.)

 


07
Set 11
jls, às 20:03link do post | comentar

 

Sabe que a minha vida é Massa. Disse o pedreiro apresentando-me a factura das obras que tinha feito lá em casa. O papel com a conta era idêntico às toalhas de papel do café ao cimo da rua. No canto superior esquerdo, no lugar do timbre, ainda eram visíveis as marcas das imperiais. Contei 7.


Foi só quando o vi torcer o nariz ao cheque que me preparava para passar, que preferia dinheiro pois assim evitava ter de ir ao banco, que percebi que o homem era da Maçonaria. Falha a minha não ter reparado no avental que confundi com um manhoso fato de macaco, na régua, no compasso e principalmente no fio-de-prumo, símbolo da profundidade do conhecimento e da sua rectidão.


Ainda pensei falar-lhe no IVA mas dada a sua posição percebi logo que estaria isento. Chamei-lhe "irmão" e falei-lhe da minha loja à espera de uma reacção. A loja "Quim Barreiros". Respondeu-me à defensiva com um "sócio", tenho todas as músicas dele. Deduzi que me estivesse a falar em código e só fala em código quem é das secretas ou da loja Mozart, a mais poderosa da GLLP (grande loja legal de Portugal).


Pela surpresa e incompreensão da resposta decidi aborda-lo de outra forma. Falei-lhe de Silva Carvalho, o ex-agente secreto mais conhecido do mundo logo depois de James Bond, o venerável chefe da loja Mozart. Voltou a responder-me em código. Que comprava todos os materiais na estância de construções Silva & Carvalho mas que não conhecia o Carvalho só falava mesmo com Silva.


Pela simplicidade e amplitude da resposta fiquei na dúvida, como aprendiz, senão estaria a falar com um mestre experto. Tentei mudar o discurso e falei-lhe na importância que as lojas têm como transmissão de conhecimentos metafísicos e tradições que reúnem homens em busca do aperfeiçoamento espiritual e da reflexão sobre a sociedade, que estivesse à vontade pois estava entre irmãos.


"Doutorê", não percebo nada do que me está a dizer mas para mim as lojas só servem para lóbis, tráficos de influências e ganhos materiais. Aí tive mesmo a certeza que o homem pertencia à loja do Silva Carvalho. 

 

Falei-lhe na Ongoing, a instituição que depois da CIA e do MI6 mais espiões emprega no mundo.


Se o apanho corto-o em dois, disse-me visivelmente nervoso depois de recuperar o fôlego. Remodelei-lhes uns gabinetes, tudo com materiais de primeira, e ainda não me pagaram.


Lembrei-me do juramento que os maçons fazem; "Renovo a promessa de amar os meus irmãos, de os socorrer e ir em seu auxílio. Se alguma vez me tornar perjuro que, segundo o castigo tradicional, o meu corpo seja cortado em dois e que eu seja desonrado para sempre e que não fique de mim memória junto dos maçons", e fiquei incrédulo perante a informação interna que este simples homem me dava ao mesmo tempo que me entregava um envelope e me dava um cartão onde constava de um lado Mestre e do outro Obras.


Se é um facto que a Maçonaria não aceita dogmas, combate todas as formas de opressão, luta contra o terror, a miséria, o sectarismo e a ignorância, combate a corrupção, enaltece o mérito, procura a união de todos os homens pela prática de uma Moral Universal e pelo respeito da personalidade de cada um e considera o trabalho como um direito e um dever, valorizando igualmente o trabalho intelectual e o trabalho manual, então o homem que hoje esteve na Comissão Parlamentar de Assuntos Constitucionais a ser ouvido à porta fechada e que negou todas as irregularidades de que é acusado, chegando a contradizer entrevistas recentes, só poderia ser alguém disfarçado de Silva Carvalho.


Sendo a Maçonaria uma associação de pessoas ligadas por determinados valores, que perseguem determinados fins e que estão vinculadas a certas regras então Silva Carvalho ou enganou os irmãos maçons quando não deu informações privilegiadas e segundo as regras o seu corpo terá de ser cortado em dois ou enganou e continua a enganar os Portugueses e pelas mesmas regras da ordem a que pertence também terá de ser cortado em dois. De uma forma ou outra brevemente teremos dois Silva Carvalhos. Como o estado já não pode exigir a sua cabeça pelos vistos ficará com o tronco. 

 


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