Redige habitualmente em latim, língua que não domina nem tão pouco conhece, artigos científicos que as revistas da especialidade teimam em não publicar. Para a TV7 DIAS e MARIA escreve artigos económicos. No tempo que lhe sobra escreve aqui.
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Nov 09
jls, às 17:04link do post | comentar

Ao som duma concertina “Dino Baffetti” o genérico arranca. Toca o borrachão. Num caixote do lixo vê-mos muitos processos abandonados. Em redor no meio do fumo, dos maus cheiros e de outros detritos a câmara foca processos mortos, capas destroçadas, folhas rasgadas, sentenças adiadas, o nome de arguidos em prisão domiciliária e um ou outro com a indicação: Arquivar. É um cenário de destruição. A música é agora mais triste, passa o Cume da Serra.

 
Há um gato que mia e salta de dentro de um dos contentores. Com o barulho um dos processos acorda. Olha em redor e tem um flashback do terrível acidente que lhe aconteceu. Recorda-se vagamente de se encontrar no gabinete do procurador e de ver entrar à socapa um funcionário judicial mascarado de juiz. Distingui-o pela toga que trazia, uma praetexta.
 
A cena muda e leva-nos agora para uma festa. Três homens conversam. Um deles tem barba e óculos, outro tem óculos e barbicha e o outro não tem nem barba nem óculos nem pelos nas orelhas. Talvez seja por isso que esteja mais triste. Todos bebem redbull. Com o som da concertina de fundo, que passa agora um corridinho, tentamos perceber sobre o que conversam.
 
- Eliminados, Martins?.
- Tudo. E não quero inquéritos Monteiro.
 
Acaba o genérico e não percebemos mais.

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