Redige habitualmente em latim, língua que não domina nem tão pouco conhece, artigos científicos que as revistas da especialidade teimam em não publicar. Para a TV7 DIAS e MARIA escreve artigos económicos. No tempo que lhe sobra escreve aqui.
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Dez 08
jls, às 23:27link do post

      

Caiu por terra uma das mais antigas teorias económicas, a mão invisível. Apresentada por Adam Smith no livro a Riqueza das Nações, em 1776, foi substituída recentemente pela Ironia da Economia da autoria de João Rendeiro, funcionário público e ex-presidente do Banco Português Privado (BPP).

 
O principio da mão invisível mostra-nos que os agentes económicos, movidos pelo egoísmo dos seus próprios interesses, acabam por promover ainda que indirectamente o interesse comum e o bem-estar social. Ou seja, diariamente ao procurarmos os nossos interesses (económicos) promovemos os da sociedade duma forma mais eficiente do que realmente faríamos se verdadeiramente tivéssemos só essa intenção.
 
No livro, “João Rendeiro – Testemunho de um banqueiro” A história de quem venceu nos mercados.é apresentada a teoria económica da ironia, que ainda poucos percebem, e que traduz um pensamento mais jovem, mais fresco, mais ousado e também, segundo a ordem dos economistas, mais parvo. 
 
A tese da ironia da economia, apresentada simbolicamente no dia em que o Banco a que Rendeiro presidia (BPP) faliu, sustenta que mais importante que vencer nos mercados, só mesmo ganhar dinheiro nos mercados. Isso infelizmente ainda não aprendi a fazer, terá dito Rendeiro a um accionista de referência do Banco precisamente antes de levar uma belinha.
 
Também a CMVM e o Banco de Portugal tentam perceber os fundamentos da teoria, mas até agora ainda não conseguiram perceber a complexidade algorítmica do pressuposto “quem venceu nos mercados”. Fonte próxima da CMVM já referiu: só se ele queria referir-se aos jogos da bola que fazíamos às quintas no campo do Inatel. Mas até aí a equipa do BPP perdia sempre. Vamos investigar que isto cheira a branqueamento, anda por aqui uma mão invisível...
 
Na apresentação do livro, que contou com os principais accionistas do Banco muitos deles reconhecidas figuras públicas, foi decidido que como sinal de apreço pelo autor o melhor seria afasta-lo da direcção do Banco e logo que haja oportunidade malhá-lo. Em sua defesa, e enquanto mastigava um croquete, Rendeiro ainda terá dito: Crescer para baixo também é crescer. Ainda não apanhei foi um rissol com camarão, é só massa.
 
E é por isto que me agrada a Economia é que não a percebo, da mesma forma que adoro as mulheres e não as entendo.
 
P.S. Será que a fundação Eclipse, perdão Ellipse também é uma ironia?

 


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