Redige habitualmente em latim, língua que não domina nem tão pouco conhece, artigos científicos que as revistas da especialidade teimam em não publicar. Para a TV7 DIAS e MARIA escreve artigos económicos. No tempo que lhe sobra escreve aqui.
22
Set 11
jls, às 18:54link do post | comentar

Em À-da-Beira o que prometia ser uma tarde tranquila e bem passada entre um casal de namorados acabou em tragédia. Pelo menos é assim que Álvaro conta o que se passou. Estávamos ali na esplanada a beber umas cervejas e vai nisto a Alzira diz-me que vai carregar o telemóvel ao multibanco. Depois disso foi tudo muito rápido. Ouvi-a aos gritos e desatei a fugir para ela mas cheguei tarde de mais. Já tudo tinha acontecido.

 

Foi em lágrimas que ela me contou que por distracção se enganou na referência do telemóvel e deu uma ordem de compra para acções do BCP. Agora vemo-nos a braços com esta tragédia de termos uma posição qualificada no capital do banco ao nível da do Joe Berardo. Pior ainda é que ela está desempregada e não tem muito tempo para andar a correr para as reuniões de accionistas e essas coisas, agora temos de contratar algum advogado para nos representar nos próximos aumentos de capital do banco o que nos vai custar uma fortuna.

 

 


16
Set 11
jls, às 17:53link do post | comentar

Confrontado sobre as dividas não registadas nas contas da Madeira o Primeiro-Ministro voltou hoje a repetir que o caso Português é muito diferente do caso Grego. Sabemos que os gregos durante anos aldrabaram as contas e esconderam dívidas ao contrário de nós que sempre fomos claros e transparentes.

 

Essa ilha grega de que falam os senhores jornalista e que falam uma língua parecida com a nossa, bem como do seu ditador, já ouvi falar duas vezes. A primeira na disciplina de história no meu antigo oitavo ano e mais recentemente, por acaso mesmo antes de vir aqui falar convosco, ao Dr. Ângelo Correia que me comentava que tinha almoçado hoje na embaixada da Grécia com uns familiares de uns tais João Gonçalves Zarco e Tristão Vaz Teixeira, cidadãos gregos, descobridores, para resolver uma velha questão de  nacionalidades e partilhas. Gente simpática que depois de assinar uma papelada o nosso companheiro Duarte Lima fez questão de levar de carro de volta à Grécia.

 

Aproveito a oportunidade para informar que com o documento do Orçamento Geral do Estado, e mesmo não vindo nada a propósito, distribuiremos um novo mapa de Portugal.

 


Se me permitem sigo agora para o Conselho de Ministros para decidir que impostos vamos hoje aumentar.

 

 


12
Set 11
jls, às 18:07link do post | comentar

Segundo a previsão do Observatório Escolar, instituto publico que conseguiu prever a sua própria extinção depois desta observação, daí a sua credibilidade, o ano lectivo que agora se inicia acabará em Dezembro na maioria das escolas e em Janeiro nas restantes, as ricas.

 

Para juntar ao quadro negro, onde se escreve o sumário e já estavam os mais recentes cortes orçamentais, chega agora a subida do IVA para a água, luz e gás o que inevitavelmente provocará a falência de muitas escolas.

 

Reunida de emergência a Associação Nacional de Directores de Agrupamentos e Escolas Publicas (ANDAEP), associação cuja extinção também estará para breve dada a falta de verbas para reunir, veio propor ao Ministro duas possibilidades para minimizar o normalmente funcionamento do ano (talvez meio-ano) escolar.

 

Ou se faz como no campeonato russo que nos meses mais frios a competição pára ou então os cortes tem de ser extensíveis também aos programas educativos, o que coincidentemente até vai de encontro ao tempo que haverá para dar as matérias.

 

Assim, em Português nos primeiros ciclos haverá cortes no ensino do abecedário reduzindo-se o número de vogais e consoantes a ensinar, e nos ciclos seguintes os habituais ditados e redacções feitos em papel nas aulas serão substituídos por copy/pastes em word feitos em casa. As reduções chegam também aos ciclos seguintes. Os “Lusíadas” terão menos três cantos e as Viagens da Minha da Terra, cuja viagem de Lisboa a Santarém é descrita por Almeida Garret ao bom estilo digressivo será substituída por outra de Lisboa a Sacavém mais ao estilo realista do Guia Michelin.

 

Em Matemática os cortes poderão ser ainda mais profundos e transversais. A única matéria a ensinar terá a ver com o deficit. Questões que envolvam o crescimento ou abordem algarismos acima de zero serão ignoradas pois a próxima geração não lidará com elas. Fica em aberto a possibilidade de se estudarem em História.

 

Em Geografia cada escola só poderá ensinar o estudo da superfície terrestre e da distribuição espacial de fenómenos significativos na paisagem para um raio de 50 kms a partir da própria escola ou da junta de freguesia, enquanto em História se pondera o ensino de apenas os últimos 50 anos.

 

O regresso da Telescola é uma possibilidade em aberto e que ganha cada vez mais forma. Meo e Zon já estão atentas ao negócio.


07
Set 11
jls, às 20:03link do post | comentar

 

Sabe que a minha vida é Massa. Disse o pedreiro apresentando-me a factura das obras que tinha feito lá em casa. O papel com a conta era idêntico às toalhas de papel do café ao cimo da rua. No canto superior esquerdo, no lugar do timbre, ainda eram visíveis as marcas das imperiais. Contei 7.


Foi só quando o vi torcer o nariz ao cheque que me preparava para passar, que preferia dinheiro pois assim evitava ter de ir ao banco, que percebi que o homem era da Maçonaria. Falha a minha não ter reparado no avental que confundi com um manhoso fato de macaco, na régua, no compasso e principalmente no fio-de-prumo, símbolo da profundidade do conhecimento e da sua rectidão.


Ainda pensei falar-lhe no IVA mas dada a sua posição percebi logo que estaria isento. Chamei-lhe "irmão" e falei-lhe da minha loja à espera de uma reacção. A loja "Quim Barreiros". Respondeu-me à defensiva com um "sócio", tenho todas as músicas dele. Deduzi que me estivesse a falar em código e só fala em código quem é das secretas ou da loja Mozart, a mais poderosa da GLLP (grande loja legal de Portugal).


Pela surpresa e incompreensão da resposta decidi aborda-lo de outra forma. Falei-lhe de Silva Carvalho, o ex-agente secreto mais conhecido do mundo logo depois de James Bond, o venerável chefe da loja Mozart. Voltou a responder-me em código. Que comprava todos os materiais na estância de construções Silva & Carvalho mas que não conhecia o Carvalho só falava mesmo com Silva.


Pela simplicidade e amplitude da resposta fiquei na dúvida, como aprendiz, senão estaria a falar com um mestre experto. Tentei mudar o discurso e falei-lhe na importância que as lojas têm como transmissão de conhecimentos metafísicos e tradições que reúnem homens em busca do aperfeiçoamento espiritual e da reflexão sobre a sociedade, que estivesse à vontade pois estava entre irmãos.


"Doutorê", não percebo nada do que me está a dizer mas para mim as lojas só servem para lóbis, tráficos de influências e ganhos materiais. Aí tive mesmo a certeza que o homem pertencia à loja do Silva Carvalho. 

 

Falei-lhe na Ongoing, a instituição que depois da CIA e do MI6 mais espiões emprega no mundo.


Se o apanho corto-o em dois, disse-me visivelmente nervoso depois de recuperar o fôlego. Remodelei-lhes uns gabinetes, tudo com materiais de primeira, e ainda não me pagaram.


Lembrei-me do juramento que os maçons fazem; "Renovo a promessa de amar os meus irmãos, de os socorrer e ir em seu auxílio. Se alguma vez me tornar perjuro que, segundo o castigo tradicional, o meu corpo seja cortado em dois e que eu seja desonrado para sempre e que não fique de mim memória junto dos maçons", e fiquei incrédulo perante a informação interna que este simples homem me dava ao mesmo tempo que me entregava um envelope e me dava um cartão onde constava de um lado Mestre e do outro Obras.


Se é um facto que a Maçonaria não aceita dogmas, combate todas as formas de opressão, luta contra o terror, a miséria, o sectarismo e a ignorância, combate a corrupção, enaltece o mérito, procura a união de todos os homens pela prática de uma Moral Universal e pelo respeito da personalidade de cada um e considera o trabalho como um direito e um dever, valorizando igualmente o trabalho intelectual e o trabalho manual, então o homem que hoje esteve na Comissão Parlamentar de Assuntos Constitucionais a ser ouvido à porta fechada e que negou todas as irregularidades de que é acusado, chegando a contradizer entrevistas recentes, só poderia ser alguém disfarçado de Silva Carvalho.


Sendo a Maçonaria uma associação de pessoas ligadas por determinados valores, que perseguem determinados fins e que estão vinculadas a certas regras então Silva Carvalho ou enganou os irmãos maçons quando não deu informações privilegiadas e segundo as regras o seu corpo terá de ser cortado em dois ou enganou e continua a enganar os Portugueses e pelas mesmas regras da ordem a que pertence também terá de ser cortado em dois. De uma forma ou outra brevemente teremos dois Silva Carvalhos. Como o estado já não pode exigir a sua cabeça pelos vistos ficará com o tronco. 

 


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