Redige habitualmente em latim, língua que não domina nem tão pouco conhece, artigos científicos que as revistas da especialidade teimam em não publicar. Para a TV7 DIAS e MARIA escreve artigos económicos. No tempo que lhe sobra escreve aqui.
05
Fev 10
jls, às 09:47link do post | comentar | |

Então parece que isto está para acabar?

 

Agora que o meu negócio de produção e comercialização de escalas de Ritcher ia de vento em popa desaparece-me o país. No ano passado lixaram-me o negócio da venda de detectores de bombas, drogas e de outras cenas más. Felizmente ainda fui a tempo de o vender a um Inglês.

 

Hoje quase que fiquei sem banco. Em bolsa a mercearia do Sr. Silva já vale 3 vezes mais que o BCP, ou seja pelas minhas contas os 12,50 € que tenho na conta valem mais que o próprio banco.

 

Mas o pior ministro europeu das finanças no ranking do Financial Times, que por um mero acaso até trabalha no pior país da União Europeia que por coincidência atravessa a pior crise de que há memória, mas tirando isso está tudo bem, já tem um plano. Descredibilizar quem nos descredibiliza, ou seja esses tais de mercados internacionais. Vamos usar a arma secreta, a bomba atómica. Enviar para a vice-presidência do Banco Central Europeu o pior governador dum Banco Nacional à face da terra. O nosso.

 

Depois de executado este plano maléfico (eles estavam a pedi-las), e com a provável desgovernação dos mercados internacionais, mundiais e talvez até mesmo do da Ribeira, é altura de por ordem no caos e começar a reconstruir o país. Mas espera lá, reconstruir não implica aquilo das grandes obras para entregar às grandes empresas que trabalham na indústria da grande inutilidade e no ramo da grande corrupção que por sua vez negoceiam o grande endividamento com o grande Estado que fica a pagar grandes juros a grandes taxas aumentando ainda mais o défice?

 

Medida Carreira, perdoa-me que houve alturas que não partilhei do teu optimismo.


01
Fev 10
jls, às 18:05link do post | comentar | |

Ontem à noite enquanto fazia uma sopa à portuguesa dediquei um quarto de hora do meu precioso tempo, o mesmo que toda a oposição e também o Ministro Teixeira dos Santos, a analisar o OGE2010. As considerações de alto nível analítico que agora aqui deixo são fruto desse apurado instinto económico que só ainda não me valeu o Nobel por não saber onde me inscrever para o prémio. Dou assim de bandeira algumas luzes aos engomados que durante seis meses andaram a fazer copy pastes do OGE09.

 
A minha teoria assente num losango de 5 vértices muito idêntico ao que Jesus usa nos jogos fora de casa quando pretende golear e não apenas vencer por três ou quatro de diferença.
 
1)     Despesa. Essa vaca gorda.
 
Ao contrário dos analistas defendo que é aumentado a despesa que resolvemos o problema. Um aumento nos ordenados dos funcionários públicos entre 3 e 5 % permitiria, além duma generalizada propensão aos ditos em trocar de carro de terceira para segunda mão, um aumento da receita na ordem dos 4%. Foi aplicando o teorema de Lagrange à derivada da despesa que cheguei a esta conclusão. Não vos maço com os cálculos, apenas vos peço que confiem em mim tal como confiaram no Teixeira.
 
2)     Receita. Sacana da Anã.
 
De acordo com a minha visão periférica do vértice anterior, a subida de 4% por si só não é suficiente. Um aumento generalizado de todos impostos em 2% durante o fim de semana em que o Benfica será campeão, ao mesmo tempo que se relança a discussão sobre a adopção por parte de casais homossexuais, passará despercebido ao BE, PCP e funcionários públicos ainda entretidos em substituir os electrodomésticos comprados no passado ano.
 
3)     O fim do sindicalismo, a legalização da economia paralela e do mercado negro.
 
Oleados técnico e tacticamente os vértices 1 e 2 e colocando o João Proença como secretário-geral do PCP e o Mário Nogueira como secretário de estado da educação (a EGOR trabalha nisto desde 2009) dá-se um golpe de morte no sindicalismo libertando assim para a vida activa 100 a 200 mil trabalhadores. O aumento exponencial da burocracia e inoperância do estado, derivado deste incremento de funcionários (décima quinta lei de Murphy), é largamente compensado em receita graças à industria do papel, industria da navegação na internet e comunicações em geral e também na receita dos cafés ao redor dos ministérios.
 
A legalização da economia paralela permitindo o regresso da contabilidade criativa, das facturas falsas, do sistema carrossel em sede de IVA e dos sacos azuis, fará aumentar de 10 a 15% a receita gerada dado que os Godinhos deste país, assim com alguns autarcas, não terão a necessidade de colocar em offshores 90% dos seus fundos. Os únicos prejudicados, mas que serão convenientemente subsidiados e indemnizados, serão os bancos pois os seus lucros em vez dos habituais 30% de crescimento, mesmo em anos de grave crise, crescerão apenas metade.
 
O fim do mercado negro com legalização da venda de drogas, armas e combustíveis aos preços da Galp, BP e a Repsol trará para o lado certo da barricada estas actividades de extrema importância à sobrevivência de qualquer economia. Só a Galp está um pouco relutante com esta medida pois não tem gestores preparados para negociar fora de ambiente de cartelização.
 
4)     Criar uma rede de franchising de agências de rating.
 
As agências de rating influenciam os mercados internacionais na fixação dos spreads e risco com que os estados se endividam. Como ainda não descobrimos a forma de corromper os mercados internacionais, só os nacionais, a criação de uma dúzia de agências de rating em regime de franchising além do encaixe de uma boa receita permitiria resolver alguns problemas económicos nomeadamente ao nível do João Rendeiro, Dias Loureiro ou mesmo Armando Vara. Colocados estes técnicos altamente especializados longe do país e assessorados por técnicos ainda mais bem preparados como por exemplo os funcionários de call-centers, Portugal poderia subir no ranking do coiso duas ou três posições.
 
 
5)     Allô Presidente?
 
Depois do teste da marinha Americana ao largo do Haiti que provocou o terramoto que sabemos, descoberta científica de Hugo Chaves, o Almirante Smith já confirmou a duas placas tectónicas que moram no Tejo que o aconteceu à nossa economia no ultimo ano também foi de sua responsabilidade e de mais um estúpido teste.

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