Redige habitualmente em latim, língua que não domina nem tão pouco conhece, artigos científicos que as revistas da especialidade teimam em não publicar. Para a TV7 DIAS e MARIA escreve artigos económicos. No tempo que lhe sobra escreve aqui.
18
Ago 10

 

 

O meu divertimento favorito de Sábado é ler as crónicas que Ernesto Ferreira da Silva escreve no Jornal A Bola. Lê-se a crónica de Ricardo Araújo Pereira, sempre excelente e cheia de graça, e depois continuando no registo humorístico passamos para EFS.


O tema da crónica de EFS é sempre o mesmo; encontrar semana após semana características únicas que façam do Sporting o maior clube europeu logo depois de Barcelona e Real Madrid. A piada da crónica está em pensarmos que EFS acredita no que escreve e, tarefa mais difícil, fazer com que algum Sportinguista tenha orgulho naquelas manhosas estatísticas e duvidosas descobertas que faz.


Para quem está atento ao fenómeno desportivo facilmente encontra contradições no discurso de EFS. Sendo o Sporting a terceira potência desportiva portuguesa, depois do Benfica, do Porto e vendo um Braga cada vez mais perto pelo retrovisor, EFS desvia o assunto do futebol, considerando-o marginal ao fenómeno desportivo, valorizando modalidades menores para depois num golpe de rins de fazer inveja ao Polga orgulhar-se das palavras de David Villa do Barcelona, exponenciando-as ao ridículo, de servirem como medida do prestigio internacional do Sporting.


Sendo este espaço um lugar dedicado ao humor tomei a liberdade de copiar parte da crónica da passada semana onde além desta pérola outras podemos encontrar. Na citação que aqui vos deixo EFS chama arruaceiros aos que como eu o alertam através da escrita para a necessidade urgente de voltar às consultas de psiquiatria dado o Real (e já agora Barcelona) afastamento da realidade que padece.


“Sporting Candidato

 

Com base nas exibições já realizadas é minha convicção que os jogadores do Sporting vão honrar a camisola, deixando tudo, mas tudo, em campo, em todos os jogos desta época.


Paulo Sérgio voltou a assumir esse compromisso, em entrevista bem conseguida, ao jornal do Sporting, o mais antigo dos publicados pelos clubes Europeus. A propósito: quando na semana passada aqui escrevi que o Sporting era o clube português com mais presenças nas competições europeias (só ultrapassado pelo Barcelona e Real Madrid) logo saíram à liça alguns arruaceiros dizendo, sem desmentir a afirmação, entre outros dislates, que a grandeza dos clubes não se media pelas participações na EUFA, nem pelo numero de museus, nem pelo numero de praticantes, nem pela excelência da formação, nem pelo numero de títulos de todas as modalidades. O que contava era as vitórias no futebol, o resto era conversa, diziam.


O certo é que o prestigio internacional do Sporting é reconhecido a cada momento, como provam as declarações de David Villa, do Barcelona ao Record de ontem, que disse ter Zapater feito “muito bem” em trocar o Génova pelo Sporting porque ele, Zapater, queria “ganhar títulos, jogar sempre para o primeiro lugar, crescer como futebolista”. Agora, Villa diz que vai “estar mais atento À Liga Portuguesa, em particular ao Sporting”, pois está “sempre a torcer pelo sucesso” do amigo Zapater.”

 

No mesmo dia e numa exibição paupérrima o Sporting respondia à motivação e fé Ernestiana com a primeira derrota da época em Paços de Ferreira.


11
Ago 10
jls, às 14:47link do post | comentar | |

 

 

Há um mês, mais coisa menos coisa, Ernesto Ferreira da Silva (EFS) escrevia numa crónica do jornal A Bola que o Sporting ao conquistar mais um titulo, perdoem-me e não é por maldade mas não me recordo em que modalidade, já era a maior potencia desportiva europeia logo depois de Real Madrid e Barcelona.


Para tão brilhante conclusão os argumentos que apresentou eram um conjunto de duvidosas estatísticas que um amigo seu de Leiria cozinhou e lhe fez chegar. Nessas estatísticas cruzavam-se o número de modalidades do clube com o número de títulos por modalidade, a data de fundação do clube e também, este ficou-me na memória, o número de museus que cada clube tem. No caso do Sporting dois. Tudo baralhado e enviesado permitia a EFS concluir que numa Europa de 492 milhões de pessoas e milhares de clubes quem pensa desportivamente pensa no Real Madrid no Barcelona e depois no Sporting de Lisboa.


Sábado passado numa nova crónica na Bola EFS volta à carga dizendo o seguinte: Com a brilhante vitória sobre o Nordsjaelland o Sporting iniciou a sua 51ª participação em competições da EUFA, sendo apenas ultrapassado em número de presenças por Real Madrid e Barcelona.


É com grande expectativa que aguardo novas descobertas de EFS que provem a grandeza do Sporting e ao mesmo tempo nos divirtam. Avanço já com três sugestões: A menor distancia para um aeroporto internacional, a menor distancia para um clube de verdadeira dimensão mundial e a menor distancia para um supermercado Lidl. Aqui nem Real Madrid nem Barcelona, é o Sporting que ganha as três.


Por fim e a título de curiosidade deixo estas estatísticas que provam que de facto Real Madrid e Barcelona são mesmo os maiores clubes da Europa, e do mundo, mas provavelmente por algum erro técnico ao Sporting juntaram-lhe mais um “1” na posição. Assim não é o 3º como gostaria EFS mas o 31º. O que nos vale é que as crónicas de EFS vem depois da “Chama Imensa” de Ricardo Araújo Pereira e assim continuamos a rir e no registo da palhaçada.


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