Redige habitualmente em latim, língua que não domina nem tão pouco conhece, artigos científicos que as revistas da especialidade teimam em não publicar. Para a TV7 DIAS e MARIA escreve artigos económicos. No tempo que lhe sobra escreve aqui.
13
Mai 10
jls, às 10:44link do post | comentar | |

No intervalo da 3ª eucaristia que Bento XVI celebrou hoje, Pio XV Presidente da área metropolitana da grande Almada veio acalmar os mercados financeiros, os contabilísticos e também o MARL declarando que a situação do Feijó estabilizou.

 

O Feijó, a freguesia mais endividada da margem sul, teve de tomar medidas drásticas e urgentes para reduzir o défice orçamental que atingiu na passada sexta-feira às 11.20 H o valor recorde de 8,5 % do PIB da freguesia. O presidente da Junta, o líder da oposição e o presidente do Desportivo do Feijó num acordo inédito decidiram cortar despesa em algumas obras emblemáticas da freguesia, adiar outras e aumentar receitas.

 

Ismaelov, brinca na areia do Desportivo do Feijó, foi o escolhido para comunicar as medidas tomadas à pequena multidão de seis cidadãos que se aglomerou no café do Pinto.

 

A primeira diz respeito à rotunda norte que liga a N21 ao Laranjeiro que com 4 saídas será amputada de 3. Fica apenas a principal que servirá de entrada e também de saída. A segunda medida passa pelo adiamento na construção de duas faixas do túnel do Mercado. Apesar do projecto ser idêntico ao Túnel da Praça, este ano serão apenas construídas as faixas laterais de rodagem e no próximo ano ou no seguinte as centrais. Por fim e no que toca às receitas foi decidido vender a 2ª ponte do Feijó ao Pragal. Símbolo da pujança económica dos anos 80 a 2ª ponte do Feijó é um dos termómetros diários do trânsito que entra na capital.

 

Parte da pequena multidão que inundou o café do Pinto, dois cidadãos e uma cidadona para ser mais preciso, questionou Ismaelov sobre a necessidade da freguesia se desfazer desse emblemático símbolo para a freguesia rival. Porque não vender a 1ª ponte à Charneca da Caparica perguntou exaltada a cidadona. É mais larga, mais recente e tem mais tráfego. Certamente as receitas seriam maiores. O problema, disse Ismaelov num russo perfeito, é que se vendermos a primeira ponte não podemos chamar segunda à segunda ponte, pois aí e para nós a segunda será a primeira. Ou seja nesse caso perdemos as duas. A cidadona pediu mais uma mini e disse que ia para casa pensar no assunto.


02
Mar 10
jls, às 18:36link do post | comentar | |

Só tenho coisas que me ralem. A lombalgia de que padeço agravou-se nas últimas horas ao saber da intenção de João Rendeiro, a maior promessa bancária nacional logo a seguir às obrigações caixa 24, em ajudar os clientes de retorno absoluto do BPP a processarem o Estado e outras entidades, incluindo o Banco de Portugal. Asseguro-vos que me esbofeteie e pedi um copo de água quente para acompanhar a bica só para ter a certeza que não sonhava e que o que lia no Expresso era real.

 

O mesmo João Rendeiro que num artigo publicado no Expresso Economia de 10 de Janeiro de 2009 escrevia pelo seu punho que: “Em todo este processo lamento no entanto acima de tudo uma coisa: que muitos clientes do BPP tenham julgado que as aplicações de “retorno absoluto” não tinham riscos.”, quer agora, passado um ano, colocar-se ao lado da posição dos clientes que alegremente levou à falência e há provável falta de oportunidade de se processar a si próprio, essa figura segundo a ultima edição do código penal e de acordo com a nova revisão do catálogo IKEA ainda não é permitida a não ser que pague o transporte, vem aborrecer os juízes para que entre a análise de duas escutas ao Primeiro-Ministro ou no intervalo dum jogo de futebol se debrucem sobre a sua postura calimeriana ou ao invés decidam já colocar uma pulseira electrónica no seu pensamento liberal. 

 

Como a minha conselheira para assuntos económicos, a Alexandra Solnado, está em digressão num planeta distante tive de recorrer aos serviços da Simara para que com as suas cartas amestradas e os seus poderes milenares me contactasse o espírito de Thomas Sutherland, criador do maior banco do mundo, na expectativa dum elucidamento meramente técnico sobre o tipo de psicotrópicos que aquela alminha poderá andar a tomar para lhe provocar um tão grande enviesamento na sua realidade económica.

Aos que apenas seguem os Ídolos e as goleadas do Benfica esclareço aqui que a figura em causa, candidato ao Nobel da Ironia, no dia que o banco que administrava faliu publicou um pomposo livro, constituído por capa contra-capa e com páginas cheias de letras entre as ambas, a que chamou: “João Rendeiro – Testemunho de um banqueiro” A história de quem venceu nos mercados. Os magistrados do Ministério Publico, segundo uma fonte anónima da Bulhosa Livreiros com que já fui duas vezes ao cinema, uma das quais ver um filme, foram os únicos até agora a comprar o livro, e para colorir a história decidiram constitui-lo arguido por suspeitas de eventuais ilícitos criminais, fraude fiscal, falsificação de contabilidade e branqueamento de capitais. E assim vai a nossa pujante economia e nobre justiça.


01
Fev 10
jls, às 18:05link do post | comentar | |

Ontem à noite enquanto fazia uma sopa à portuguesa dediquei um quarto de hora do meu precioso tempo, o mesmo que toda a oposição e também o Ministro Teixeira dos Santos, a analisar o OGE2010. As considerações de alto nível analítico que agora aqui deixo são fruto desse apurado instinto económico que só ainda não me valeu o Nobel por não saber onde me inscrever para o prémio. Dou assim de bandeira algumas luzes aos engomados que durante seis meses andaram a fazer copy pastes do OGE09.

 
A minha teoria assente num losango de 5 vértices muito idêntico ao que Jesus usa nos jogos fora de casa quando pretende golear e não apenas vencer por três ou quatro de diferença.
 
1)     Despesa. Essa vaca gorda.
 
Ao contrário dos analistas defendo que é aumentado a despesa que resolvemos o problema. Um aumento nos ordenados dos funcionários públicos entre 3 e 5 % permitiria, além duma generalizada propensão aos ditos em trocar de carro de terceira para segunda mão, um aumento da receita na ordem dos 4%. Foi aplicando o teorema de Lagrange à derivada da despesa que cheguei a esta conclusão. Não vos maço com os cálculos, apenas vos peço que confiem em mim tal como confiaram no Teixeira.
 
2)     Receita. Sacana da Anã.
 
De acordo com a minha visão periférica do vértice anterior, a subida de 4% por si só não é suficiente. Um aumento generalizado de todos impostos em 2% durante o fim de semana em que o Benfica será campeão, ao mesmo tempo que se relança a discussão sobre a adopção por parte de casais homossexuais, passará despercebido ao BE, PCP e funcionários públicos ainda entretidos em substituir os electrodomésticos comprados no passado ano.
 
3)     O fim do sindicalismo, a legalização da economia paralela e do mercado negro.
 
Oleados técnico e tacticamente os vértices 1 e 2 e colocando o João Proença como secretário-geral do PCP e o Mário Nogueira como secretário de estado da educação (a EGOR trabalha nisto desde 2009) dá-se um golpe de morte no sindicalismo libertando assim para a vida activa 100 a 200 mil trabalhadores. O aumento exponencial da burocracia e inoperância do estado, derivado deste incremento de funcionários (décima quinta lei de Murphy), é largamente compensado em receita graças à industria do papel, industria da navegação na internet e comunicações em geral e também na receita dos cafés ao redor dos ministérios.
 
A legalização da economia paralela permitindo o regresso da contabilidade criativa, das facturas falsas, do sistema carrossel em sede de IVA e dos sacos azuis, fará aumentar de 10 a 15% a receita gerada dado que os Godinhos deste país, assim com alguns autarcas, não terão a necessidade de colocar em offshores 90% dos seus fundos. Os únicos prejudicados, mas que serão convenientemente subsidiados e indemnizados, serão os bancos pois os seus lucros em vez dos habituais 30% de crescimento, mesmo em anos de grave crise, crescerão apenas metade.
 
O fim do mercado negro com legalização da venda de drogas, armas e combustíveis aos preços da Galp, BP e a Repsol trará para o lado certo da barricada estas actividades de extrema importância à sobrevivência de qualquer economia. Só a Galp está um pouco relutante com esta medida pois não tem gestores preparados para negociar fora de ambiente de cartelização.
 
4)     Criar uma rede de franchising de agências de rating.
 
As agências de rating influenciam os mercados internacionais na fixação dos spreads e risco com que os estados se endividam. Como ainda não descobrimos a forma de corromper os mercados internacionais, só os nacionais, a criação de uma dúzia de agências de rating em regime de franchising além do encaixe de uma boa receita permitiria resolver alguns problemas económicos nomeadamente ao nível do João Rendeiro, Dias Loureiro ou mesmo Armando Vara. Colocados estes técnicos altamente especializados longe do país e assessorados por técnicos ainda mais bem preparados como por exemplo os funcionários de call-centers, Portugal poderia subir no ranking do coiso duas ou três posições.
 
 
5)     Allô Presidente?
 
Depois do teste da marinha Americana ao largo do Haiti que provocou o terramoto que sabemos, descoberta científica de Hugo Chaves, o Almirante Smith já confirmou a duas placas tectónicas que moram no Tejo que o aconteceu à nossa economia no ultimo ano também foi de sua responsabilidade e de mais um estúpido teste.

13
Jan 09
jls, às 20:01link do post | comentar | |

Foi com agrado que li ontem a notícia do jornal público sobre a promoção de Armando Vara na CGD. Esta promoção mais não é que um sinal que a recente crise dos mercados financeiros está ultrapassada e que o funcionamento do sistema bancário, nomeadamente no que ao sector público se refere, está a voltar à normalidade.
 
A promoção, apesar de vir tarde, pois Armando Vara já deixou a CGD à mais de um mês e meio rumo a um concorrente privado, o BCP, onde assumiu a vice-presidência, é justa e premeia o antigo empregado de balcão que começou em Mogadouro e usava como slogan, para motivar os colaboradores, “Na Caixa, nada é impossível”.
 
Só um visionário como Vara criaria um slogan como este. Daí a justiça desta promoção. Aliás, Vara, antigo ministro de Guterres e amigo pessoal de Sócrates, deveria ir mais longe e patentear esta nova politica económica de combate ao desemprego, incentivo ao consumo e animação económica. Alguma coisa como: “Não importa onde estás, donde vieste, tão pouco o que fizeste ou para onde vais. É obrigação da tua ex-entidade patronal, se for o Estado melhor, continuar a pagar-te e a manter as tuas regalias, se possível aumentando-as”.
 
Agora o que me preocupa nesta notícia é que também eu passei pela CGD, na altura como estagiário. Foram só 2 meses e já lá vão quase 15 anos. Mas quem sabe se um destes dias não sou surpreendido por uma reforma milionária que me desgraça a vida. É que estas promoções são, segundo a actual administração da Caixa, prática comum no grupo.
 
Razão tinha o Vara, na Caixa nada é impossível.

03
Dez 08
jls, às 23:27link do post | comentar | |

      

Caiu por terra uma das mais antigas teorias económicas, a mão invisível. Apresentada por Adam Smith no livro a Riqueza das Nações, em 1776, foi substituída recentemente pela Ironia da Economia da autoria de João Rendeiro, funcionário público e ex-presidente do Banco Português Privado (BPP).

 
O principio da mão invisível mostra-nos que os agentes económicos, movidos pelo egoísmo dos seus próprios interesses, acabam por promover ainda que indirectamente o interesse comum e o bem-estar social. Ou seja, diariamente ao procurarmos os nossos interesses (económicos) promovemos os da sociedade duma forma mais eficiente do que realmente faríamos se verdadeiramente tivéssemos só essa intenção.
 
No livro, “João Rendeiro – Testemunho de um banqueiro” A história de quem venceu nos mercados.é apresentada a teoria económica da ironia, que ainda poucos percebem, e que traduz um pensamento mais jovem, mais fresco, mais ousado e também, segundo a ordem dos economistas, mais parvo. 
 
A tese da ironia da economia, apresentada simbolicamente no dia em que o Banco a que Rendeiro presidia (BPP) faliu, sustenta que mais importante que vencer nos mercados, só mesmo ganhar dinheiro nos mercados. Isso infelizmente ainda não aprendi a fazer, terá dito Rendeiro a um accionista de referência do Banco precisamente antes de levar uma belinha.
 
Também a CMVM e o Banco de Portugal tentam perceber os fundamentos da teoria, mas até agora ainda não conseguiram perceber a complexidade algorítmica do pressuposto “quem venceu nos mercados”. Fonte próxima da CMVM já referiu: só se ele queria referir-se aos jogos da bola que fazíamos às quintas no campo do Inatel. Mas até aí a equipa do BPP perdia sempre. Vamos investigar que isto cheira a branqueamento, anda por aqui uma mão invisível...
 
Na apresentação do livro, que contou com os principais accionistas do Banco muitos deles reconhecidas figuras públicas, foi decidido que como sinal de apreço pelo autor o melhor seria afasta-lo da direcção do Banco e logo que haja oportunidade malhá-lo. Em sua defesa, e enquanto mastigava um croquete, Rendeiro ainda terá dito: Crescer para baixo também é crescer. Ainda não apanhei foi um rissol com camarão, é só massa.
 
E é por isto que me agrada a Economia é que não a percebo, da mesma forma que adoro as mulheres e não as entendo.
 
P.S. Será que a fundação Eclipse, perdão Ellipse também é uma ironia?

 


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