Redige habitualmente em latim, língua que não domina nem tão pouco conhece, artigos científicos que as revistas da especialidade teimam em não publicar. Para a TV7 DIAS e MARIA escreve artigos económicos. No tempo que lhe sobra escreve aqui.
06
Jul 12
jls, às 19:14link do post | comentar | |

Das três partes da Divina Comédia de Dante; Inferno, Purgatório e Paraíso, há uma que se equipara à realidade em que vivemos. O Inferno, até porque a existência das outras duas ainda está por provar. Aí, no Vale dos Ventos, há um juiz que ouve as confissões dos mortos, os únicos que dizem sempre a verdade pois já não têm o dom da inteligência, e os condena.

 

Ao declarar a inconstitucionalidade do corte dos subsídios de férias e de Natal da Função Pública o Tribunal Constitucional (TC), ouvindo os supostos justos que consideram que não é por viver em austeridade que a Constituição amolece, não só condenou os que já estavam condenados como todos os outros que ainda tentavam a absolvição.

 

Custa perceber a alegria com que a notícia foi recebida à Esquerda do bom senso, até porque a noticia não é tão boa como aparenta pois não cria em si nenhuma solução mas apenas mais um problema. Que lógica tem que ao abrigo da Constituição se enfraqueça e condene à falência o Estado que a defende. É pena que as portas que esta gente tenta abrir nunca criam recursos para o Estado ser mais livre, antes pelo contrário só nos indicam o caminho mais rápido para o Inferno.


14
Out 11
jls, às 18:44link do post | comentar | |

"Mais do que em qualquer outra época, estamos numa encruzilhada. Um dos caminhos leva à catástrofe e ao mais terrível desespero. O outro leva à extinção total. Vamos rezar para que façamos a escolha certa".Woody Allen

 


03
Nov 10
jls, às 23:24link do post | comentar | |

A troco de duas senhas de refeição na cantina da Assembleia da Republica, a carregar no cartão de contribuinte, subornei a avó Paulinha que me mostrou os epigramas que Jorge Lacão, seu neto, deixou esquecidos no bolso da camisa e que nos ajudam a compreender as negociações que levaram à viabilização e aprovação do OE2011.

 

Como a esta hora e dado o fuso horário o Wikileaks já fechou para almoço, publico aqui essas notas secretos (com anotações manuscritas do seu autor).

 

PSD (malandros): Não abdicam da taxa de IVA no leite com chocolate (avisar a Mota-Engil que não vale a pena comprar mais destas vacas do farmaville) nem nas conservas (o Armando Vara ainda se dedicará às actividades piscatórias?). Aceitam o congelamento das pensões se as mesmas regras forem aplicadas às residenciais e hotéis (vamos gastar uma fortuna em gelo, procurar camarada com as quotas em dia e que trabalhe na área).

 

Continuam a insistir no fim das PPP (parcerias publico privadas) oferecendo o fim da do BPN com os empresários deles na fábrica das garantias falsas (sugerir em vez disso que cortem 20% nos esquemas e que deixem em paz o Godinho e o Lino que nós tapamos o buraco. Ver se o grande chefe Coelho concorda) como contrapartida da nossa com a Mota-Engil (será que alguém nota se transformarmos a Mota-Engil em Coelho-Engil? Mandar prender o Sr. Mota para ver como reagem os mercados).

 

Fim do TGV (lá vem eles com a mesma história. Não temos nada para dar em troca. E se fizéssemos pelo mesmo valor uma ciclovia entre o Aeroporto e o Parque das Nações?)

 

 


02
Jun 10

 

 

Navegavam os portugueses nas calmas águas da crise quando os militares da austeridade desceram através de cordas de potentes Ministérios e armados com as mais recentes taxas de IVA automático e sobretaxas de IRS e IRC ofensivas lhes tomaram, mais uma vez, o sereno rumo das suas depenadas vidas.

 

As testemunhas, os que ainda não perderam o emprego e seguiam abordo, dizem que foi uma carnificina económica e financeira. Que já não conseguem resistir mais e estão prestes a render-se entregando os parcos ordenados, as reformas de miséria e um ou outro rendimento que ainda escondiam no porão.

 

Os que tentaram escapar foram imediatamente colocados em layoff, outros atingidos por estatísticas mortíferas e passaram a engrossar as listas dos centros de emprego e outros ainda simplesmente encostados à parede, revistados e fiscalizados. Pior ficaram os que saltaram do barco e remando contra a maré enfrentaram os tubarões. Chamaram-nos de profetas da desgraça, prenderam-nos nas malhas partidárias e tentaram matá-los com propaganda governativa.

 

Que estranho povo este em que os loucos conduzem os cegos ou já são os cegos que levam os loucos? Uma coisa é certa, ambos nos guiam a nós. Felizmente que no intervalo da crise vai dar o Mundial.


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