Redige habitualmente em latim, língua que não domina nem tão pouco conhece, artigos científicos que as revistas da especialidade teimam em não publicar. Para a TV7 DIAS e MARIA escreve artigos económicos. No tempo que lhe sobra escreve aqui.
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Set 11
jls, às 18:07link do post | comentar | |

Segundo a previsão do Observatório Escolar, instituto publico que conseguiu prever a sua própria extinção depois desta observação, daí a sua credibilidade, o ano lectivo que agora se inicia acabará em Dezembro na maioria das escolas e em Janeiro nas restantes, as ricas.

 

Para juntar ao quadro negro, onde se escreve o sumário e já estavam os mais recentes cortes orçamentais, chega agora a subida do IVA para a água, luz e gás o que inevitavelmente provocará a falência de muitas escolas.

 

Reunida de emergência a Associação Nacional de Directores de Agrupamentos e Escolas Publicas (ANDAEP), associação cuja extinção também estará para breve dada a falta de verbas para reunir, veio propor ao Ministro duas possibilidades para minimizar o normalmente funcionamento do ano (talvez meio-ano) escolar.

 

Ou se faz como no campeonato russo que nos meses mais frios a competição pára ou então os cortes tem de ser extensíveis também aos programas educativos, o que coincidentemente até vai de encontro ao tempo que haverá para dar as matérias.

 

Assim, em Português nos primeiros ciclos haverá cortes no ensino do abecedário reduzindo-se o número de vogais e consoantes a ensinar, e nos ciclos seguintes os habituais ditados e redacções feitos em papel nas aulas serão substituídos por copy/pastes em word feitos em casa. As reduções chegam também aos ciclos seguintes. Os “Lusíadas” terão menos três cantos e as Viagens da Minha da Terra, cuja viagem de Lisboa a Santarém é descrita por Almeida Garret ao bom estilo digressivo será substituída por outra de Lisboa a Sacavém mais ao estilo realista do Guia Michelin.

 

Em Matemática os cortes poderão ser ainda mais profundos e transversais. A única matéria a ensinar terá a ver com o deficit. Questões que envolvam o crescimento ou abordem algarismos acima de zero serão ignoradas pois a próxima geração não lidará com elas. Fica em aberto a possibilidade de se estudarem em História.

 

Em Geografia cada escola só poderá ensinar o estudo da superfície terrestre e da distribuição espacial de fenómenos significativos na paisagem para um raio de 50 kms a partir da própria escola ou da junta de freguesia, enquanto em História se pondera o ensino de apenas os últimos 50 anos.

 

O regresso da Telescola é uma possibilidade em aberto e que ganha cada vez mais forma. Meo e Zon já estão atentas ao negócio.


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