Redige habitualmente em latim, língua que não domina nem tão pouco conhece, artigos científicos que as revistas da especialidade teimam em não publicar. Para a TV7 DIAS e MARIA escreve artigos económicos. No tempo que lhe sobra escreve aqui.
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Mai 10
jls, às 23:56link do post | comentar | |

 

Se os gravadores estão no 4ºjuízo cível da 3ªsecção do Palácio da Justiça de Lisboa, piso 5, porta 6, secretária 2, gaveta 4, entre a Bola de sexta-feira e a Playboy de Maio então onde é que estão as minhas retroescavadoras?

 

Foi com esta pergunta que Gil Auto interrompeu as quartas jornadas dedicadas ao tema: Cenas Perdidas que Passado. Organizadas pelo grupo parlamentar do PS o encontro pretendia inicialmente identificar para onde desapareceram os impostos dos Portugueses, uma ou outra comissão paga aos gestores públicos, a capacidade de endividamento do país e também a inocência perdida de Sócrates. Daí ao assunto dos gravadores palmados por Ricardo Rodrigues foi a distância dum café a um cigarro.

 

E foi nesta altura que Gil Auto interrompeu as jornadas. Entre a incómoda pergunta e a altura em que o segurança do evento puxou da pistola automática Walter P99 e disparou os primeiros 12 tiros apresentou-se. O meu nome é Gil NacionalCar e os meus amigos carinhosamente e por razões comerciais tratam-me por Gil Auto. Estou aqui na qualidade de proprietário dum stander de automóveis semi-usados que também vende máquinas industriais, máquinas agrícolas, máquinas para serviços e comercio em geral, máquinas de cozinha, máquinas fotográficas, máquinas impressoras e retroescavadoras.

 

O que se passa é o que o senhor deputado cujo penteado me faz lembrar um falecido tio meu, pois também ele tinha um guedelho branco, me visitou na passada semana a modos que interessado num veículo semi-usado de marca Opel Corsa 1.2 de 1982, um clássico portanto, e após lhe ter dito que o veículo, anterior propriedade de uma senhora idosa que mal o tirava da garagem e por isso os 12.000 kms eram mais que reais, importava na quantia de 125 euros despesas de legalização incluídas abalou da minha beira a praguejar e nunca mais o vi a não ser na TV a embolsar uns gravadores duns senhores jornalistas. Dá-se a coincidência que no mesmo dia que o senhor deputado que agora identifico como sentado na terceira fila me visitou, duas retroescavadoras desapareceram de tal forma que nunca mais as vi. Mesmo sendo eu fraco em contas lá consegui com a ajuda duma calculadora somar dois mais dois e achar que o senhor e dadas as circunstancias, e até pelo facto do sistema de vídeo vigilância ter captado o momento, é suspeito de me ter surripiado as ditas retroescavadoras.

 

Perante o silencio da sala e o avanço dos tiros, nesse momento as primeiras balas passavam a fila F, foi Francisco Assis que pedindo a palavra ao presidente da mesa 4 saiu em defesa de Ricardo Rodrigues. Pedindo desculpa à plateia acenou a Gil Auto com um contrato para duas auto-estradas e um TGV assegurando que o seu amigo e deputado ludopatago, mitómano e cleptómano lhe iria devolver as miniaturas. E não fosse o caso de uma das balas ter perfurado o crânio de Gil, outra o coração e outra ainda o melhor dos seus dois pulmões, impedindo-o assim de celebrar o contrato de import-export com um fabricante Tailandês para fornecer o estado estas três grandes obras não teriam sido adiadas. Hoje o país estaria mais pobre, o segurança não teria sido medalhado e os gravadores continuavam perdidos.


Ahahaha!
muito bom este texto!
gosto muito da maneira como escreves... que sabe se um dia não escrevemos nda em conjunto?!:)
vai aparecendo...
novo post no Força na Maionese.
hasta luego!

Maionese
Maionese a 25 de Maio de 2010 às 17:06

Maionese,

Gracias por tuias palabras. Andio a treiniar para primieirio ministrio mas era porrieirio pá escrebermos alguiuma coisia em conjuntio, porque nion.

Abracio,

Jls
jls a 25 de Maio de 2010 às 22:53

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