Redige habitualmente em latim, língua que não domina nem tão pouco conhece, artigos científicos que as revistas da especialidade teimam em não publicar. Para a TV7 DIAS e MARIA escreve artigos económicos. No tempo que lhe sobra escreve aqui.
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Fev 10
jls, às 11:39link do post | comentar | |

Depois de estar uns dias fora, nomeadamente em Cascais, fui surpreendido pela pretensa negociata que Luis Figo, médio ofensivo que estimo reconheço e de quem sou amigo chegando inclusivamente a cruzar-me com ele uma ou duas vezes na praia Maria Luisa, fez com o TagusPark. O intermediário, segundo o astro-rei, foi o ponta-de-lança cuja capacidade de fazer todo o corredor esquerdo já despertou a cobiça do Real Madrid, mas que infelizmente os 2 milhões de euros que aufere anualmente na PT impossibilitam para já uma transferência, Rui Pedro Soares. Sim, o mesmo que não me contactou para tomar o pequeno-almoço com o candidato a presidente da junta da Rebelva, freguesia chave na politica local, mas eu por uma daquelas coincidências que só acontecem ao Figo ou ao Sócrates acabei por beber uma bica curta, ainda que num dia diferente, no mesmo café em que o candidato emborca aos fins de semana uma agua das pedras e digere um pastel de nata, razão pela qual me pesa agora a consciência.

 

Este peso de 0,03 Kgs, que seriam 3,5 euros dos 400 milhões que o governo gastou em 2009 em assessoria externa, traduz o preço de meia torrada, galão e bica pingada. Felizmente para o erário publico sou quem sou e mesmo antes da proposta me ter sido feita, ao contrário do Figo que neste jogo tem ocupado a posição de médio defensivo, estava em alerta laranja para rejeitar qualquer chamada do ponta-de-lança que iniciou a carreira na TvCabo como apanha bolas e se afirmou para o mundo e para o governo como extremo ala na PT.

 

Alguns anões dir-me-ão que também a minha história é uma ignomínia, ou se forem mais atrevidos um opróbrio, mas a esses digo que os crimes das escutas apesar de descontextualizados dos crimes reais estão a aborrecer um cada vez maior número de inocentes (os envolvidos na escutas), roubando-lhes assim tempo às suas actividades ilícitas e remetendo-os às suas normais actividades profissionais, onde são claramente incompetentes, prejudicando assim um cada vez maior numero de cidadãos. É pois natural que o nosso estimado procurador, com treino militar em arquivamento, entre flash interviews para todas as cadeias de televisão e a abertura de inúteis inquéritos ande aborrecido por lhe faltar o tempo para fazer aquilo que mais gosta, arquivar. Deixo-vos com esta linha de pensamento enquanto dou de comer à luz e apago o gato.


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