Redige habitualmente em latim, língua que não domina nem tão pouco conhece, artigos científicos que as revistas da especialidade teimam em não publicar. Para a TV7 DIAS e MARIA escreve artigos económicos. No tempo que lhe sobra escreve aqui.
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Out 09
jls, às 11:41link do post | comentar | |

A reunião estava marcada para as 11 H, Sócrates chegou depois de almoço. Gosta de ser pontual. Neste caso sabia que o relógio da entrada onde o Presidente o esperava marcaria 10.30 H, assim estava há 15 anos. Parado.

 
Parados já estavam também os 3 autocarros nos jardins do palácio, que transportaram os primos de Sócrates. Dos cinco novos ministros, 3 vieram de táxi um veio a pé e outro simplesmente apareceu de repente. A comitiva começava a reunir-se para depois do encontro ouvir o líder.
 
O Presidente que dados os acontecimentos dramáticos das últimas semanas se sentia como um soldado raso numa batalha perdida tinha sido desarmado pelos seus para não dar mais tiros nos pés. Proibiram-lhe as palavras “escutas”, “segurança” e “assessores” na mesma frase, separadas ou até mesmo no scrabble.
 
Felicitou o líder e lançou-lhe o desafio. Que fizesse o melhor governo de sempre, o Real-Madrid da governação ou se para isso não tivesse tomates pelo menos que fizesse um bolo de chocolate para a próxima reunião. O Líder não percebendo a metáfora dela tomou nota e ajeitando o seu fato Armani deixou a sala num misto de alegria, tristeza e melancolia. Mais tarde percebeu que era de gripe que padecia.
 
Na sala de entrada onde se reunia a comitiva o Líder dirigiu-se aos seus. Olhou para o relógio que já marcava 10.30 H, abriu os braços e disse. Estamos atrasados. Vamos a isto, vamos governar.

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