Redige habitualmente em latim, língua que não domina nem tão pouco conhece, artigos científicos que as revistas da especialidade teimam em não publicar. Para a TV7 DIAS e MARIA escreve artigos económicos. No tempo que lhe sobra escreve aqui.
31
Mai 12
jls, às 23:22link do post | comentar | |

Preço de Custo à saida da fabrica - 0,25 €

 

Venda livre na Loja do Chinês - 1,00 €

 

Venda livre na Drograria do Sr. Manel - 2,50 €

 

Substituição em relógio na Boutique dos Relógios - 5,00 €

 

Substituição em identificador via verde na Brisa - 8,00 € 

 

 

 

 


17
Mai 12
jls, às 23:16link do post | comentar | |

Terá sido a falta de descontos de pelo menos 50% em qualquer coisa numa mercearia na zona da Alta de Lisboa que levou dois potenciais empreendedores de longa data, mais um cúmplice também desempregado que a polícia ainda procura, a perderem a cabeça e barricando-se no interior da mesma a fazer seis outros clientes reféns.

 

A intenção dos homens, não sendo o roubo, era apenas levar coisas com 100% de desconto. Segundo o que um dos empreendedores confidenciou à polícia enquanto negociavam a libertação de uma refém, no caso uma palete de leite, a campanha de que a mercearia estaria a fazer descontos de 100% terá corrido pelo bairro de boca em boca e foi lançada por uma mercearia concorrente que num gesto de altruísmo quis ajudar o seu vizinho.

 

No ranking dos países subdesenvolvidos Portugal tem hoje os locais mais perigosos do mundo para fazer as compras do mês tendo já suplantando os mercados no Afeganistão e as feiras no Iraque.


06
Mai 12
jls, às 15:47link do post | comentar | |

Depois de ter apresentado a ideia na Universidade de verão do PSD e a mesma ter sido rejeitada por questões técnicas, poderia ferir a constituição informou-me um autarca laranja com mais processos por corrupção no lombo que plásticas a Lili Caneças nas fuças,  voltei à carga e apresentei-a ao laboratório de ideias do PS.

 

Havia no séc XIV uma lei (declaração de abatut) que se aplicava aos cambistas, génese dos atuais bancos, que me parece oportuna readaptar à atualidade e estender não só aos banqueiros como também aos gestores públicos, gestores privados, autarcas, políticos e governantes em geral. 

 

Eis a minha proposta: A todos aqueles que tem a seu cargo poupanças privadas ou a responsabilidade de gerir dinheiros públicos e que por sua direta responsabilidade ou incompetência levem esses fundos, empresas, municípios ou organizações à falência é-lhes dado o prazo de seis meses para por meios proprios ressarcir todos os prejudicados.

 

Provada a sua responsabilidade e no caso do condenado não ter meios para ressarcir os lesados deve então o mesmo ser levado para a sede do banco, empresa ou município que geria e perante os seus pares (banqueiros concorrentes, outros gestores ou autarcas), obrigatóriamente sentados na primeira fila, aí ser lida a declaração de falência ou quebra de confiança. Segue-se a decapitação.

 


02
Mai 12
jls, às 21:33link do post | comentar | |

A esquerda utópica que se alimenta de revoluções, de direitos adquiridos e de princípios do século passado incomoda-se sempre quando outros usam a liberdade para fins que não coincidem com os seus.

 

A liberdade, essa conquista de Abril que a associação 25 de abril quer agora devolver ao Povo certo (sorte a nossa que Otelo continua ocupado com a sua demorada higiene e lhe escasseia o tempo para novas revoluções), deveria vir acompanhada com um manual de instruções.

 

Defender como fez José Vítor Malheiros no publico de 24 de Abril que o “combate á pobreza” tem tonalidades que o Governo, o Presidente da Republica, os partidos da direita e os grandes patrões não apreciam por cheirar a socialismo, a comunismo, a direitos humanos e a outras coisas que a direita portuguesa abomina é na minha opinião atravessar essa barreira da tolerância ao achar que superioridade ideológica que a esquerda apregoa mata a fome por si só e torna mais dignos os seus militantes.


Justifica-se, como José Vítor Malheiros o fez, que alguém no seu perfeito juízo ache que “o combate ao desperdício” seja um objetivo razoável em termos gerais mas moralmente neutro. Moralmente neutro? Há então uma moralidade naqueles que apartidariamente decidem fazer o bem? Ou será que estas campanhas só põem a descoberto a inutilidade dessa esquerda pensante e apologista do quanto pior melhor.

 

Ontem, feriado e dia do trabalhador, o Pingo Doce decidiu fazer uma grande promoção. A esquerda em bloco, sindicatos incluídos, defendeu que foi mais uma provocação aos trabalhadores e enquanto vendia a sua propaganda avenida a baixo, da mesma forma que o Pingo Doce vendia as suas mercadorias, condenava a empresa, os seus trabalhadores e todos os consumidores que aproveitaram a promoção para equilibrar o orçamento.

 

Sendo certo que nada obrigava o Pingo Doce a fazer a promoção neste dia também é certo que nada o impedia, mas com esta liberdade a esquerda não convive. Daí ao extremismo foi um passo. Achar que enquanto as pessoas lutam por comer não lutam por direitos é esgotar os argumentos enquanto a teoria claudica. Porque é por comer que as pessoas lutam, é o princípio mais básico que a natureza nos ensina, e não por ideais que nada alimentam.

 

Goste-se ou não a campanha teve um impacto fenomenal e é tão válida como encher as caixas de correio de panfletos ou as televisões de publicidade. Quem comprou ficou satisfeito e quem não comprou terá ficada com pena de não o ter feito, nada mais.


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