Redige habitualmente em latim, língua que não domina nem tão pouco conhece, artigos científicos que as revistas da especialidade teimam em não publicar. Para a TV7 DIAS e MARIA escreve artigos económicos. No tempo que lhe sobra escreve aqui.
30
Jan 12
jls, às 14:54link do post | comentar | |

A viagem ao passado que a CGTP patrocinou este fim-de-semana aos que assistiram ao seu XII congresso, com a mesma ordem de trabalho dos onze anteriores e o extra da sucessão do seu secretário-geral, só é comparável à experiencia de aquisição de um KIT de sindicalista (camisa aos quadrados vermelhos, bandeira da CGTP, papelão para escrever palavras de ordem e calendário com as datas das manifestações, greves gerais, pontes e feriados).


A despedida de Carvalho da Silva, o saudoso líder, não deixará saudades a ninguém, apesar da sua ameaça de continuará a lutar contra os "ataques aos trabalhadores". Pobres trabalhadores. Se houve alguém que nada fez nos últimos 25 anos pelos direitos dos trabalhadores, antes pelo contrário, foi Carvalho da Silva.  


Incapaz de assinar, ou sequer negociar, um único acordo de concertação social é irónico que diga que a diminuição da retribuição e a desregulamentação do trabalho é um retrocesso social, e que não aceita a redução das férias e do número de feriados que são um sinal "da falta de ética e de verdade" do Governo e dos patrões quando sempre os preferiu às falências e ao desemprego.


Se hoje somos o país mais atrasado em termos de leis laborais da Europa a ele o devemos. Arménio Carlos, o novo secretário da CGTP, promete seguir o seu legado.

 

A luta continua, mas apenas pelos interesses instalados e pelo sindicalismo do tempo da revolução industrial.

 

 



23
Jan 12
jls, às 18:44link do post | comentar | |

Anestesiados com a Troika e com a austeridade é com satisfação que assistimos aos primeiros sinais de um regresso à normalidade.  

 

Em São Bento o Governo já não tem problemas em fazer nomeações à descarada (EDP e Aguas de Portugal), em Belém o Presidente, que pelos vistos já só pensa em si, perdeu a vergonha ou sentido de estado, ou ambos, e já se queixa na praça pública que os cerca de 10.000 Euros mensais que recebe das várias reformas não lhe chegam para as despesas e até a esquerda mais chique encarnada por esse modelo de verticalidade e imaculado bom senso esquerdista que é a Ana Drago já não abdica do BMW e do respectivo motorista da assembleia para ir ali a Guimarães a um encontro de jovens.

 

A confiança está a regressar aos nossos políticos das novas oportunidades que já agem em conformidade. A piada é que falta menos de um ano para voltarmos aos mercados. 


16
Jan 12
jls, às 16:18link do post | comentar | |

 

Sete meses depois percebemos as 45 mil razões (mensais) que Catroga tinha para não aceitar o cargo de ministro das finanças. Disponibilidade para que um dia a sua tentação rimasse com nomeação.

 

Nunca a célebre frase de Oscar Wilde fez tanto sentido. A única maneira de nos livrarmos de uma tentação é ceder-lhe.


06
Jan 12
jls, às 11:44link do post | comentar | |


A Kodak, (1878-2012), que inventou o rolo de filme e a máquina fotográfica e que se cruzou com a vida de tantos milhões de pessoas perpetuando pelas fotos momentos inesquecíveis apresentará brevemente o pedido de insolvência.

 

É mais uma empresa a falir, dirão os mais pragmáticos. A Kodak? Perguntarão os mais nostálgicos, como é possível.

 

O curioso da história é que a situação poderia ser diferente se em 1975 a empresa tivesse aproveitado a invenção de um seu engenheiro. A máquina digital. Perante o dilema de aproveitar a invenção que revolucionou a fotografia ou matar a galinha dos ovos de ouro, o filão dos rolos de filme e das máquinas tradicionais onde a empresa era líder incontestável, a direcção optou pelo segundo caminho, o mais seguro. Para mal da empresa todos os concorrentes a ultrapassaram com o salto para o digital.

 

A lição que fica é que hoje mais que nunca é necessário cortar com o passado, inovar, descobrir e reinventar vantagens competitivas. Sair da zona de conforto nos melhores momentos marca a diferença entre criar as regras do jogo ou jogar segundo as regras dos outros. Quanto mais cedo o fazemos, menos temos de correr atrás.

 


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