Redige habitualmente em latim, língua que não domina nem tão pouco conhece, artigos científicos que as revistas da especialidade teimam em não publicar. Para a TV7 DIAS e MARIA escreve artigos económicos. No tempo que lhe sobra escreve aqui.
30
Out 09
jls, às 00:18link do post | comentar | |

No dia que Armando Vara vice-presidente do BCP e José Penedo presidente da REN foram constituídos arguidos o mercado bolsista reagiu em alta. O BCP subiu 6% e a REN 2%.

 
Por engano em vez de ligar para o meu Corretor liguei para o Dr. House mas a explicação que me deu também é valida. Pediu-me para imaginar um organismo com um tumor, é lógico que quando o retiramos aumentamos a esperança e qualidade de vida desse organismo.
 
Aguçou-me a curiosidade e não resisti em perguntar-lhe o que acontece aos tumores. É simples vão para o lixo ou entregamo-los ao Manuel Godinho da O2. Mas essa gestão é um processo muito complexo.
 
Lembrei-me das sábias palavras de António Mexia, presidente da EDP, e chorei: “Gerir é transformar complexidades em resultados”.
 

29
Out 09

Foi ao volante do seu tractor agrícola e de boina na cabeça (do mesmo modelo da que Paulo Portas usou na campanha para as legislativas de 2005, o modelo do tractor não conseguimos apurar) que o arguido Armando Vara, enquanto amanhava umas terras de Jardim Gonçalves junto ao TagusPark, falou connosco sob promessa de não publicarmos aqui a conversa.

 
Cumprindo a promessa, não publicaremos a conversa mas apenas o que foi dito.
 
Armando Vara disse que desde deixou o tacho no ministério sempre foi perseguido. Foi perseguido quando foi para a PT, foi perseguido quando foi para CGD, foi perseguido quando foi promovido na CGD e já estava a trabalhar no MILLENNIUM e agora no MILLENNIUM também é perseguido.
 
Natural de Vinhais, Bragança, Vara sente-se transtornado por andar uma vida inteira a ser perseguido só pela simples razão de ter passado a vida inteira a meter cunhas. Antigo aluno da UNI orgulha-se de ter sido o primeiro português a acabar uma pós-graduação no ISCTE sem antes ter feito a licenciatura, como ainda exibe no seu CV.
 
Agora mais isto, sou arguido só por ter sido apanhado numas escutas a tentar ganhar algum por fora. Diga-me lá se isto não é perseguição. Todos sabem que as escutas são ilegais mas continuam a insistir em escutar quem trabalha.
 
Ao repararmos que havia um coelho com a “face oculta” que ladeira a baixo seguia o tractor concordamos. Armando Vara é sem duvida um homem perseguido.

27
Out 09
jls, às 23:10link do post | comentar | |

Poderá dar Deus couves a quem não tem toucinho? Foi esta a duvida que sempre atormentou Fernando Guerra, 74 anos de idade, padre em Covas do Barroso, e o levou, ninguém sabe bem porque, a dedicar-se ao comércio ilegal de armas.

 
Dona Salete, beata desempregada e ex-secretária do padre quando este era chefe da Máfia local, disse numa entrevista ao segundo canal da Televisão de Boticas que tudo não passa de invejas antigas. Foi o Silvério, o antigo sacristão e actual gerente do bar de alterne da terra, que tem um negócio de plantas de cannabis e que sempre invejou o negócio das armas do padre quem escreveu a carta anónima à GNR a denunciar o caso, disse ela em linguagem gestual.  
 
Entretanto o bispo de Vila Real veio a publico dizer que não vê razões para afastar o padre Guerra da sua paróquia. É certo que o povo não gosta dele mas que porra, é respeitado por canalhas, traficantes e bandidos. Não são todos filhos de Deus?
 
Confrontado com o facto do padre ir armado para a missa o Bispo disse que também ele anda sempre armado, no caso com a palavra do Senhor. Às vezes uma palavra tem mais força que uma arma, noutras como em Covas de Barroso é o contrário, disse o bispo enquanto bebia mais um copo de vinho e tropeçando na batina estatelava-se ao comprido no chão, mas não sem antes gritar Cavalo C3-B5, xeque.

22
Out 09
jls, às 21:31link do post | comentar | |

Jose Mourinho, perdão Jose Sócrates acaba de constituir o novo governo. Esta é a nova equipa que vai aspirar à Champions, o campeonato dos grandes da Europa.

 
As substituições ao intervalo do mandato mostram uma equipa mais ofensiva e disposta a uma governação mais apoiada e mecanizada. Do clássico 4-4-2 José passou para um 4-1-3-1-1, procurando assim um trabalho mais apoiado por sectores e a agilização de alguns automatismos.
 
Os lances de bola parada, perdão o novo programa de governo mostra uma predisposição para ocupar o ultimo terço do terreno e congestionar o jogo, perdão a governação não só pelas laterais mas também pelo centro, onde o ponta de lance e capitão ministro Teixeira dos Santos ficou bastante desamparado depois de Manuel Pinho ter sido expulso por injurias a um adversário.
 
Também a aposta na trinco Maria de Lurdes Rodrigues, decididamente o elo mais fraco da equipa, foi uma aposta perdida dada a má forma física que sempre evidenciou e que nunca lhe permitiu as transições defesa-ataque necessárias à forma ofensiva como o Mister gosta de jogar, perdão governar.
 
A área da educação, tecnicamente considerado o meio campo defensivo não pressionou suficientemente os adversários de forma a permitir a necessária recuperação e descanso da equipa quando não estava na posse da bola, ou melhor da razão. A falta desta pressão alta durante praticamente toda a primeira parte, perdão o primeiro mandato não permitiu um jogo posicional perfeito nem tão pouco que os jogadores, perdão os ministros ocupassem da forma mais racional o espaço de jogo, no caso as áreas da governação.
 
A falta de profundidade no jogo aéreo, a falta de criatividade e o excesso de confiança, minimizando a importância dos oponentes justificam que a equipa tenha acabado esta primeira parte a levar uma cabazada.
 
Para esta pesada derrota ao intervalo muito contribui o azarado pastor de frangos, perdão ministro da agricultura Jaime Silva que foi à baliza. Refira-se ainda que cinco dos golos foram marcados na própria baliza pelo defesa-central Mario Lino, agora remetido para o banco. (BES ou MILLENNIUM ainda não se sabe).
 
É na baliza que começam as mudanças. António Serrano transfere-se do Lusitano de Évora e vem agora vestir a camisola rosa. Vai defender “os fundos” e espera não ir ao fundo.
 
Já a substituição do trinco Lurdes Rodrigues por Isabel Alçada, sugerida pelo adjunto do Mister, Pereira da Silva, vai criar uma maior profundidade nas alas e servir acima de tudo para agradar a grande parte da aficcion que ultimamente andava mais descontente que os adeptos do Sporting. Com esta sugestão o Mister premiou o adjunto dando-lhe também o papel de treinador dos guarda-redes e roupeiro. 
 
A meio-campo o velho numero 10 Vieira da Silva, que nos últimos tempos despertou o interesse e cobiça dos grandes da Europa, continuará como playmaker da equipa subindo um pouco mais no terreno assumindo agora a “economia” do jogo e do tempo. A sua cláusula de rescisão subiu de 100 mil Manuel Pinhos para 20 mil Proenças de Carvalho.
 
Por fim uma palavra de apreço para o carregador de pianos Jorge Coelho, que apesar de não se fazer notar dentro de campo continua a ser o homem do jogo ocupando a posição de falso médio, perdão falso Ministro das obras públicas. Carinhosamente alguns dos seus colegas tratam-no por Antonio Mendonça.
 
Resumindo, o jogo promete. Vai ser mais pontapé para frente, entradas à margem da lei, sarrafada e talvez daqui a dois anos quem sabe uma chicotada psicológica.

18
Out 09

Uns dizem que é do líquido de limpeza para os óculos que por questões económicas Saramago utiliza como gotas para os olhos para ouvir melhor, e que diz lhe amansa o catarro, outros que é do whisky espanhol com que o escritor gosta de acompanhar as refeições, outros ainda que é da negativa em marketing e publicidade que teve na quarta classe. Já a sua companheira desconfia que seja do excesso de Viagra que José toma para que a mão não lhe trema enquanto escreve. A verdade é que o diagnóstico ao problema de Saramago não é fácil.

 
A fundação “coiso” de Sílvio Berlusconi, seu amigo pessoal, já desviou alguns dos seus mais conceituados investigadoras que se dedicavam a estudar o acasalamento de anchovas e as capacidades dos esquilos em falar Espanhol para estudar o caso Saramago, um desafio ao mesmo nível.
 
Entre os ditos investigadores rapidamente houve unanimidade quanto ao diagnóstico. Saramago sofre de “All news are good news”.
 
Os referidos sábios publicaram a seguinte nota que enviaram a todas as redacções de jornais de Samora Correia e a uma padaria de Aljubarrota.
 
“Ao encontrar a extraordinária coisa chamada capitalismo, Saramago descobriu que podia aumentar as vendas dos seus livros e ganhar mais dinheiro não apenas pela sua genial capacidade de escrita mas acima de tudo pela sua parva e absurda capacidade de gerar polémicas e controvérsias. Depois de Berlusconi, da Bíblia, de Deus, do Corão e do Inferno, Saramago falará na próxima semana do problema das lesões de Mantorras e se tiver tempo ainda abordará a saudosa democracia Norte-Coreana. Outro sinal desta síndroma era o título que Saramago queria dar ao livro – “Caim na varanda e torci um pulso”. No entanto o seu parvo editor resolveu apenas chamar-lhe “Caim”” 

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