Redige habitualmente em latim, língua que não domina nem tão pouco conhece, artigos científicos que as revistas da especialidade teimam em não publicar. Para a TV7 DIAS e MARIA escreve artigos económicos. No tempo que lhe sobra escreve aqui.
28
Jan 09
jls, às 11:51link do post | comentar | |

O autor dos bestsellers, - À Margem do Efémero (1998) e, - Politica sem Dogma (2006), inaugurou no passado fim de semana uma nova forma de fazer politica em Portugal. À Conde. Qualquer coisa como escolher um talho que nos leve pelo caminho mais longo.

 
Politólogos, analistas, comentadores e também Nasibu, o gorila sueco recém-chegado ao Zoo de Lisboa, já tomaram posição classificando a brilhante ideia de José Manuel Vieira Conde Rodrigues, secretário de estado da justiça, como brilhante. Nasibu, um pouco agitado, terá mesmo gritado duas vezes, begåvad begåvad. (em sueco, brilhante).
 
Num comunicado à lusa, no passado dia 25, tal como noticia o jornal Publico, Conde Rodrigues descobriu a fórmula de resolver definitivamente o problema dos assaltos às caixas multibanco existentes nos tribunais. De que forma? Mandando retira-las de imediato.
 
É aqui que reside a diferença dum político normal para um político fora de normal. Um político normal lembrar-se-ia de ideias parvas como colocar portas blindadas nos tribunais, mais policiamento, sistemas de videovigilância quiçá encastrar as ditas nas paredes ou até mesmo dotar de mais meios aqueles que combatem este tipo de criminalidade, ou seja enfrentar o problema. Mas isso seria um político normal. Conde Rodrigues com a sua visão e audaz decisão conseguiu surpreender todos, inclusivamente os gatunos. Estes, desorientados, já temem que Manuel Pinho, Ministro da Economia, tome igual decisão relativamente às existentes nos Centros Comerciais. É toda uma classe que está em perigo, disse um gatuno enquanto fugia à Policia. Para breve espera-se um comunicado desta classe que ameaça já recorrer à greve ou mesmo avançar com uma previdência cautelar nos Tribunais.
 
O advogado Vale e Azevedo já foi contactado por esta classe profissional, à qual pertence desde que se refugiou em Londres, para tentar interceder junto do secretário de estado da justiça na tentativa de negociar uma solução intermédia. Propostas como colocar as caixas multibanco na rua, e nas traseiras do tribunal, ou mesmo o compromisso dos gatunos de não destruírem as portas de entrada dos tribunais e não fazerem barulho no decorrer da sua actividade estão neste momento a ser avaliadas por ambas as partes.
 
Importante também é saber o que acontecerá a estas caixas que agora se vem privadas de exercer as suas funções. A lei da mobilidade da função pública não contempla casos como este.
 
Tentei recolher a opinião duma das caixas, uma Papelaco E 220 de 2002, que bastante emocionada e enquanto me dizia “retire o seu dinheiro”, lá me foi contando que enquanto a sua vida não se resolve vai frequentar um curso de formação profissional e tentar concorrer a dispensadora de selos dos CTT.
 
Conde Rodrigues, enquanto espera ser iluminado por outra ideia de igual envergadura, vai tentando compreender as palavras de Barack Obama, politico que aprecia, que no seu discurso de vitória disse:
 
“Não vamos pedir desculpa pelo nosso modo de vida, nem vamos hesitar na sua defesa, e àqueles que querem realizar os seus objectivos pelo terror e assassínio de inocentes, dizemos agora que o nosso espírito é mais forte e não pode ser quebrado; não podem sobreviver-nos, e nós vamos derrotar-vos.”
 
O que quererá dizer ele com isto? Perguntou Conde à caixa multibanco que tem no seu gabinete.

13
Jan 09
jls, às 20:01link do post | comentar | |

Foi com agrado que li ontem a notícia do jornal público sobre a promoção de Armando Vara na CGD. Esta promoção mais não é que um sinal que a recente crise dos mercados financeiros está ultrapassada e que o funcionamento do sistema bancário, nomeadamente no que ao sector público se refere, está a voltar à normalidade.
 
A promoção, apesar de vir tarde, pois Armando Vara já deixou a CGD à mais de um mês e meio rumo a um concorrente privado, o BCP, onde assumiu a vice-presidência, é justa e premeia o antigo empregado de balcão que começou em Mogadouro e usava como slogan, para motivar os colaboradores, “Na Caixa, nada é impossível”.
 
Só um visionário como Vara criaria um slogan como este. Daí a justiça desta promoção. Aliás, Vara, antigo ministro de Guterres e amigo pessoal de Sócrates, deveria ir mais longe e patentear esta nova politica económica de combate ao desemprego, incentivo ao consumo e animação económica. Alguma coisa como: “Não importa onde estás, donde vieste, tão pouco o que fizeste ou para onde vais. É obrigação da tua ex-entidade patronal, se for o Estado melhor, continuar a pagar-te e a manter as tuas regalias, se possível aumentando-as”.
 
Agora o que me preocupa nesta notícia é que também eu passei pela CGD, na altura como estagiário. Foram só 2 meses e já lá vão quase 15 anos. Mas quem sabe se um destes dias não sou surpreendido por uma reforma milionária que me desgraça a vida. É que estas promoções são, segundo a actual administração da Caixa, prática comum no grupo.
 
Razão tinha o Vara, na Caixa nada é impossível.

11
Jan 09

Num artigo publicado no Expresso Economia de 10 de Janeiro de 2009 João Oliveira Rendeiro, ex-presidente do BPP, escreve: “Em todo este processo lamento no entanto acima de tudo uma coisa: que muitos clientes do BPP tenham julgado que as aplicações de “retorno absoluto” não tinham riscos.”

 

Confirma-se pois que o problema não está no Banco mas sim nos Clientes e nos seus fracos conhecimentos linguísticos nomeadamente na compreensão do termo absoluto. Por explicar ficou a razão pela qual o banco continua a publicitar aplicações de “retorno relativo” essas sim, com risco.

 


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