Redige habitualmente em latim, língua que não domina nem tão pouco conhece, artigos científicos que as revistas da especialidade teimam em não publicar. Para a TV7 DIAS e MARIA escreve artigos económicos. No tempo que lhe sobra escreve aqui.
28
Mai 08
jls, às 10:27link do post | comentar | |

Com a promessa de que o primeiro grande investimento das PV-Produções Vicente será um microfone em condições, deixo-vos este relato histórico e dramático sobre o muro de Berlim. (Dramático pelo trabalho que deu.)

 

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15
Mai 08
jls, às 23:27link do post | comentar | |

Carlos não sabe quem é. Nem tão pouco quem foi. Do passado recente e também do distante só tem algumas recordações, vagas e soltas. Amélia, sua mulher, diariamente lhe diz, antes de ele ir à consulta, que aconteça o que acontecer ele é, e sempre será, o Carlos dela.

Para ele isso pouco é, não se lembra dela. Associa a sua imagem a uma folha de papel que ela lhe entrega todos os dias, com os sítios onde ir, o que fazer e o que comer. Às vezes quando a sua cabeça não o atraiçoa ainda se lembra de pedir a alguém que lhe leia esse pequeno manual de instruções. As letras fazem-lhe confusão, dão-lhe dores de cabeça, já quanto aos números, há alguns soltos que lhe vagueiam pela cabeça. Associa-os a uma única frase EURIBOR mais 25%. COFIDIS, também lhe soa a familiar, ecoa-lhe uma vez por outra na cabeça.

À excepção de Amélia poucas pessoas sabem que Carlos sofre de amnésia psicogénica, um tipo raro de amnésia temporária provocado por um forte trauma. Aconteceu-lhe a ele como poderia acontecer a qualquer um de nós.

Um sábado, como tantos outros, Carlos foi ao quiosque da esquina comprar o jornal. No preciso momento em que o abandonava um autocarro da Vimeca surgiu na curva, atrasado certamente, pois pela velocidade e ranger dos pneus era deduzível. No mesmo momento um cão, ladrando, atravessou a estrada a correr. Apesar de estes dois vulgares factos nada terem em comum prenderam a atenção de Carlos que esbarrou frontalmente com um poste de electricidade e no chão ficou prostrado sem sentidos.

As primeiras testemunhas a chegar, entre as quais uma de Jeová, confirmaram que o Jornal estava aberto na página de economia, ao lado um grande anúncio da COFIDIS, publicitava varias modalidades de empréstimos com prestações à escolha. Como um azar, nunca vem só, uma das testemunhas, não a de Jeová, mas do acidente era funcionário da EDP e prontamente o denunciou. Carlos teria de pagar os danos no Poste.

Os médicos do INEM que 2 horas depois o socorreram, dizem que foi na ambulância que ele decidiu fazer o crédito. 500 Euros, contratados em 60 prestações de 18 Euros.

Dias depois, Carlos recuperou do trauma do poste, do trauma do crédito nunca mais.

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11
Mai 08
O par sempre funcionou em sintonia. Conheciam-se como ninguém, eram amigos, companheiros e cúmplices. Depois aconteceu uma daquelas fatalidades que ninguém espera. Um morreu. Foi a desgraça e a perdição do outro. Nunca mais se recompôs.

Agora é um neurónio só, frustrado e deprimido. É certo que vive num local paradisíaco, tipo condomínio fechado de luxo, mas nem isso o anima. E depois há raio do feitio, detesta que o ponham à prova, ainda por cima com perguntas que levam rasteira.

Neste caso o júri foi cruel. Queria perguntar alguma coisa sobre a África do Sul e o Iraque e não sabia como. Vejam a maneira ardilosa e manhosa como o fizeram.

“Um quinto dos americanos, não consegue localizar os EUA num mapa do mundo, porque razão acha que isso acontece?”

Felizmente o TICO estava desperto e não se deixou enganar.

- Não conseguem, porque não têm mapas. Faz sentido.

Quanto ao resto, deixa-me a pensar...

Um gajo tem o azar de tropeçar numa mulher destas e depois?

Fecha-a numa cave?
Diz aos amigos que é muda?
Inscreve-a novamente na primária?
Ou simplesmente emoldura-a?





08
Mai 08
jls, às 18:17link do post | comentar | |


 

Noticiava hoje o correio da manhã: Europa: Um aborto a cada 27 segundos

Os numeros surpreenderam todos, ou quase todos.

Questionava-se hoje de manhã, em Albufeira, Zézé Camarinho: Será que a Inglaterra também faz parte da Europa?
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06
Mai 08
Antes de inaugurar este humilde espaço, é justo aqui deixar uma breve explicação sobre o título do mesmo.

Vicente, irmão do mítico Matateu, antigo defesa central do Belenenses e da selecção nacional, era possuidor, enquanto jogador de futebol, de uma excepcional capacidade de desarme, oportunidade e destreza. Dizem, que das várias vezes que jogou com Pélé o banalizou. Quando tudo o resto falhava alguém gritava, “Corta Vicente” e o milagre acontecia.

Aqui, neste espaço, não acontecerão milagres. Quanto muito uma outra aparição. Assim, aparecerão (também com a vossa ajuda), espero, as oportunidades de desarme, de alívio, de corte para fora, para canto, espaço para entradas de pé em riste e até placagens à realidade chata e aborrecida que nos envolve. De que forma? De todas ...

Que Vicente nos ajude.

Corta.

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