Redige habitualmente em latim, língua que não domina nem tão pouco conhece, artigos científicos que as revistas da especialidade teimam em não publicar. Para a TV7 DIAS e MARIA escreve artigos económicos. No tempo que lhe sobra escreve aqui.
06
Mai 12
jls, às 15:47 | comentar | |

Depois de ter apresentado a ideia na Universidade de verão do PSD e a mesma ter sido rejeitada por questões técnicas, poderia ferir a constituição informou-me um autarca laranja com mais processos por corrupção no lombo que plásticas a Lili Caneças nas fuças,  voltei à carga e apresentei-a ao laboratório de ideias do PS.

 

Havia no séc XIV uma lei (declaração de abatut) que se aplicava aos cambistas, génese dos atuais bancos, que me parece oportuna readaptar à atualidade e estender não só aos banqueiros como também aos gestores públicos, gestores privados, autarcas, políticos e governantes em geral. 

 

Eis a minha proposta: A todos aqueles que tem a seu cargo poupanças privadas ou a responsabilidade de gerir dinheiros públicos e que por sua direta responsabilidade ou incompetência levem esses fundos, empresas, municípios ou organizações à falência é-lhes dado o prazo de seis meses para por meios proprios ressarcir todos os prejudicados.

 

Provada a sua responsabilidade e no caso do condenado não ter meios para ressarcir os lesados deve então o mesmo ser levado para a sede do banco, empresa ou município que geria e perante os seus pares (banqueiros concorrentes, outros gestores ou autarcas), obrigatóriamente sentados na primeira fila, aí ser lida a declaração de falência ou quebra de confiança. Segue-se a decapitação.

 


02
Mai 12
jls, às 21:33 | comentar | |

A esquerda utópica que se alimenta de revoluções, de direitos adquiridos e de princípios do século passado incomoda-se sempre quando outros usam a liberdade para fins que não coincidem com os seus.

 

A liberdade, essa conquista de Abril que a associação 25 de abril quer agora devolver ao Povo certo (sorte a nossa que Otelo continua ocupado com a sua demorada higiene e lhe escasseia o tempo para novas revoluções), deveria vir acompanhada com um manual de instruções.

 

Defender como fez José Vítor Malheiros no publico de 24 de Abril que o “combate á pobreza” tem tonalidades que o Governo, o Presidente da Republica, os partidos da direita e os grandes patrões não apreciam por cheirar a socialismo, a comunismo, a direitos humanos e a outras coisas que a direita portuguesa abomina é na minha opinião atravessar essa barreira da tolerância ao achar que superioridade ideológica que a esquerda apregoa mata a fome por si só e torna mais dignos os seus militantes.


Justifica-se, como José Vítor Malheiros o fez, que alguém no seu perfeito juízo ache que “o combate ao desperdício” seja um objetivo razoável em termos gerais mas moralmente neutro. Moralmente neutro? Há então uma moralidade naqueles que apartidariamente decidem fazer o bem? Ou será que estas campanhas só põem a descoberto a inutilidade dessa esquerda pensante e apologista do quanto pior melhor.

 

Ontem, feriado e dia do trabalhador, o Pingo Doce decidiu fazer uma grande promoção. A esquerda em bloco, sindicatos incluídos, defendeu que foi mais uma provocação aos trabalhadores e enquanto vendia a sua propaganda avenida a baixo, da mesma forma que o Pingo Doce vendia as suas mercadorias, condenava a empresa, os seus trabalhadores e todos os consumidores que aproveitaram a promoção para equilibrar o orçamento.

 

Sendo certo que nada obrigava o Pingo Doce a fazer a promoção neste dia também é certo que nada o impedia, mas com esta liberdade a esquerda não convive. Daí ao extremismo foi um passo. Achar que enquanto as pessoas lutam por comer não lutam por direitos é esgotar os argumentos enquanto a teoria claudica. Porque é por comer que as pessoas lutam, é o princípio mais básico que a natureza nos ensina, e não por ideais que nada alimentam.

 

Goste-se ou não a campanha teve um impacto fenomenal e é tão válida como encher as caixas de correio de panfletos ou as televisões de publicidade. Quem comprou ficou satisfeito e quem não comprou terá ficada com pena de não o ter feito, nada mais.


23
Abr 12
jls, às 23:35 | comentar | |

Combater a fome com comida? É para meninos! A verdadeira fome combate-se pela palavra.

 

Pelo menos é essa a opinião de uma certa esquerda jovem e iluminada para quem ativismo social é o número de marchas de indignados Marquês/Rossio/S.Bento em que participa e quanto maior e mais “engraçado” for o cartaz que se carrega mais profundos são os ideais políticos que defende. Para estes uma esmola será sempre uma esmola que não dignifica quem a dá e muito menos quem a recebe. Neste utópico mundo da ficção Bloquista, Comunista e de alguns independentes Socialistas a caridade é sempre a troca de um direito por um favor. Resolver problemas, neste mundo perfeito, é consagrar direitos e inscreve-los na constituição da Republica tal como Deus fez na pedra com os dez mandamentos antes de os entregar a Moisés. Assim se faz a lei. 

 

Tudo isto a propósito da campanha Zero Desperdício, uma extraordinária ideia de um cidadão comum (Antonio Costa Pereira), que não se conformando com os excedentes de cantinas e restaurantes moveu mundos e fundos para que os mesmos não acabassem no lixo mas sim nos pratos de quem deles necessitava. De quem tem fome e não tem comida. 

 

Além do Presidente da Republica juntaram-se a esta campanha inúmeras figuras públicas das mais variadas áreas. Fez-se um hino e nesse hino há um verso (O que eu não aproveito ao almoço e ao jantar / a ti deve dar jeito / temos de nos encontrar) que indignou de tal forma esta letrada esquerda que Daniel Oliveira, colunista que prezo, foi ao extremo de comparar o mérito da campanha a quem dá restos de comida a um cão. Pobre Daniel que se arrepia (cito-o) por pessoas que preza e admira como Sérgio Godinho, Jorge Palma ou Camané darem a sua voz a esta inanidade. 

 

Na sua crónica ficamos ainda a saber que: “a iniciativa até pode ser defensável, como é por exemplo, o Banco Alimentar Contra a Fome – onde damos aos outros o mesmo que compramos para nós, porque ninguém merece menos que isso, e não o que não aproveitamos ao almoço ou ao jantar”. 

 

As palavras, as tais com as quais o Daniel mata a fome aos outros, são perversas pois não é o resto que fica no prato que vai para os outros mas sim o que fica na panela e que ia para o lixo. Pela mesma ordem de ideias também descubro que certamente já hipotequei o meu lugar no paraíso dos Danieis pois ao participar em iniciativas como o Banco Alimentar cometi a leviandade de comprar marcas brancas ao contrário do que faço habitualmente para mim. Certamente arderei no inferno por tentar pelo mesmo valor ajudar mais gente, a não ser que Daniel nosso Senhor me perdoe. 


01
Abr 12
jls, às 19:17 | comentar | |

Estagnada no tempo durante décadas e condenada, como tantas outras, ao lento desaparecimento e desertificação que a ruralidade impõe a Figueira soube aproveitar as oportunidades que a integração em 2007 na rede das Aldeias de Xisto lhe proporcionou e inverter o destino que lhe estava traçado, o abandono. Lentamente está a modernizar-se e a ganhar nova vida.

 

Do passado recuperou as casas de xisto, a sua história, cultura e saberes. Os que a visitam recebem dos residentes um caloroso acolhimento que cidade nenhuma proporciona. E se ainda assim motivos faltassem para convencer quem a quer visitar desde dia 24 de Março que há mais um. O restaurante “Casa Ti`Augusta”. A gastronomia local pode agora ser degustada e apreciada num local único. É o futuro que chega à Aldeia e se reencontra com o passado. Como disse Pessoa; Tudo o que chega, chega sempre por alguma razão.

 

O Portugal em directo (RTP1) visitou-nos e gostou...

 


21
Fev 12
jls, às 23:02 | comentar | |

 

 

O Conselho de Administração da Assembleia da República manifestou-se, mais uma vez, contra a introdução da água da torneira nas reuniões parlamentares, argumentando que o seu custo é quase 30 vezes superior ao da água engarrafada.

 

Para chegar a esta conclusão os mais altos dignatários da nação explicaram ao povo que para utilizar a “água del cano” é necessário incorrer em custos de pessoal nomeadamente “para o enchimento, limpeza, colocação e arrumo dos vasilhames”, bem como comprar jarros (o detalhe das despesas está aqui explicado).

 

Mentes mais perversas e talvez não tão bem informadas como nós podem pensar que este princípio também se aplica às nossas casas e seguindo o exemplo da Assembleia da Republica ainda incorremos no risco de poupar em água o equivalente ao que o BIC pagou pelo BPN caindo assim na situação de enriquecimento ilícito, punível às vezes por lei. Daí que o comunicado do Conselho de Administração da Assembleia da Republica deveria vir com a advertência “não tentem isto em casa”.

 

Com expectativa, nervosismo e suores frios ficamos agora à espera do próximo grande corte ou medida de fundo no orçamento geral do estado. Quem sabe se não é desta que obrigam os deputados a cortar o seu próprio cabelo?


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